quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

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Priorado  Sol no Sul

 


Regime Escoces Retificado

A quem interessar possa :

          
A  "Independência" deste PRIORADO, não fora retirada de alhures a fim de nos conceder uma validade doutrinaria ilusória, a mesma se baseia em fatos históricos pouco conhecidos pela grande maioria  como abaixo descrevemos.
            Existem três linhagens que podem requerer a herança de Willermoz. O primeiro se considera sendo o herdeiro zeloso das Convenções de Lyon e de Wilhelmsbad. Os quatro graus "simbólicos" são conferidos nas lojas escocesas filiadas a uma Grande Loja Escocesa Retificada para a Bélgica. Esta é certamente administrada pelos delegados das lojas, sobretudo por três Irmãos revestidos do grau "mais elevado no regime". Aos representantes da segunda classe se atribui o poder de decisão final (Art. 3 e 4 das Constituições e Regulamentos da Grande Loja Escocesa Retificada para a Bélgica adotados em 14 de Julho de 1985). A segunda classe é regida pelo Grande Priorado da Lotaríngia, saído da Província de Brabantia, constituída em Bruxelas em 1968 pelo Grande Priorado da França.
            Esta estrutura reproduz o "Regime" previsto pelos dois códigos já citados. "Em toda a Ordem Retificada a autoridade pertence ao escalão imediatamente superior, e é assim desde as lojas de Aprendiz e Companheiro até o mais alto nível da Ordem Interior" (René Bol, 1982). Um antigo grão Prior podia proferir as seguintes palavras sem nenhum temor de equivocar-se:
-  "há, pois, estruturas e regras que são próprias do R.E.R., que fazem dele do princípio ao fim, e de acima a abaixo, um conjunto integrado, homogêneo e coerente" (J.L.S., 1982-1983).

            Sem desejar confrontar estes excelentes Irmãos em relação ao significado que dão não às estruturas formais, mas ao conteúdo doutrinal do Sistema , reconhecemos que eles têm razão ao afirmar a coerência do Regime, porém seu respeito literal pelas prescrições administrativas do século XVIII não faz mais que colocá-los em um beco sem saída. Qual o propósito, pois, de pretender ser "o representante e o arauto qualificado da mais pura Regularidade Escocesa" (declaração de princípios da Grande Loja Escocesa Retificada para a Bélgica), já que esta afirmação poderia excluir seus autores da Regularidade Maçônica tal como é conhecida em nosso pais na atualidade?
            E por qual acaso motivo haveria Willermoz de aceitar que se lhe fechassem as portas da Maçonaria universal?
            Ao contrário da primeira, a segunda família de Maçons Retificados deseja unir a integralidade da mensagem de Willermoz com as exigências da Regularidade, a única via de acordo com a universalidade da Maçonaria. Ela deixa a direção das Lojas à Grande Loja Regular da Bélgica, Obediência protetora de todos os Ritos, de modo que estes sejam praticados em sua mais pura autenticidade. O grau de "Mestre Escocês de Santo André" é conferido nas Lojas ditas de Santo André (o que Willermoz, diga-se de passagem  não havia previsto), que são regidas por um Diretório Escocês que nada mais é, sob o ponto de vista simbólico, que o Grande Capítulo da Ordem dos Cavaleiros Benfeitores Cidade Santa (CBCS) reagrupados no Grande Priorado da Bélgica, obediência soberana, independente da Grande Loja Regular da Bélgica, sendo, porém, reconhecido por ela. Esta adaptação harmoniosa permitiu a abertura, tanto aos Grandes Priorados anglo-saxões dos "Cavaleiros Templários" como aos Altos Graus do Rito Sueco praticado pelas Grandes Lojas Escandinavas. Pode ser que se trate de uma inovação.
            Podemos constatar, porém, que tem o mérito de manter a vocação cristã, aberta, tolerante e não confessional da Ordem, vocação esta que, quando menos, permanece oculta para os auto-intitulados "tradicionalistas", já anteriormente citados.
            Não obstante, se estas duas "famílias" são antinômicas na pratica, compartilham uma origem comum. O Grande Priorado da Lotaríngia é uma emanação do Grande Priorado da França, criado em 1962 a partir de uma cisão do Grande Priorado da Gália. Este último, fundado em 1935 graças a uma patente concedida pelo Grande Priorado Independente da Helvetia, foi base para a fundação, em 1986, do Grande Priorado da Bélgica, sendo este também um beneficiário de uma patente concedida pelo G.P.I.H..
O G.P.I.H., gerador comum dos Grandes Priorados existentes, foi fundado em 1779 pelo Capítulo de Borgonha, Vª Província da Ordem. Sua regularidade original é incontestável, assim como seus rituais não são exatamente os de Willermoz. Por outro lado, ao menos sob o ponto de vista administrativo, renunciou ao controle dos Graus Azuis desde 1844, tendo-os legado à supervisão da Grande Loja Nacional Alpina, e conservou somente os graus de Mestre Escocês de Santo André, de Escudeiro Noviço e de Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, disposição esta que prefigura as exigências atuais.
            Reconheçamos que esta filiação, por mais regular que seja não é a única. O Rito Escocês Retificado é também praticado na França por Lojas do Grande Oriente que nada devem à Helvetia.
             Tal fato, pouco conhecido, merece uma atenção toda especial. Inúmeros autores têm repetido que o capítulo provincial de Besansón, herdeiro da província de Borgonha, encerra seus trabalhos em 1828 e "confere ao Grande Priorado da Helvetia todos os seus poderes, entregando-lhe ao mesmo tempo todos os seus arquivos" (Montchal, citado por L. Charrière, 1938; pág. 14). Em 1928 o Irmão Savoire, Grão Comendador do Grande Colégio dos Ritos do Grande Oriente da França, antes de se tornar o primeiro Grão Prior do Grande Priorado da Gália, afirmava:
            - "De fato, o Regime Escocês Retificado encerrou suas atividades na França em 1830 (?)"
            Não antes porem da emissão de cartas patentes paralelas, uma delas indo para as mãos de Ernest Rochat , quando a última Província cedeu seus direitos ao Grande Priorado da Helvetia". Mantendo acesa a Tradição que a nós agora chega, por comprovação documentacional da linhagem e tradição.
            Por outro lado, no ano de 1840, em Besansón, uma reunião do Comitê de Administração Provincial, formado pelo Capítulo de Borgonha, decidiu-se  "que se retomariam os trabalhos da Loja "Sinceridade e Perfeita União" como símbolo de reativação do Regime Retificado sob o Diretório que governava a segunda Província" (Charrier, 1938; pág. 59). No mesmo ano, tal Comitê reuniu 5 Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa e instalou um Grande Capítulo, elegendo como seu chefe o Irmão Ledoux, Grão-Mestre da Ordem (Ibid.). Os arquivos do antigo Diretório de Borgonha seriam pouco depois
confiados à Loja de Besansón "La Constante Amitié", inscrita na matrícula do Grande Oriente da França, onde tem estado até a presente data.
            Em todo caso, o Grande Priorado Independente da Helvetia em nada interveio na operação e, em 1852, o Irmão Galiffe, membro da Loja retificada de Genebra "L'Union dês Coeurs", podia escrever que "os trabalhos (da Ordem Retificada) jamais foram encerrados na liderança do Departamento da Província de Borgonha (Besansón)" ("La Chaîne d'Union", 1852, pág. 457).
            Melhor dizendo, o que faz o R.E.R. no seio do Grande Oriente da França? Alguns se surpreenderão com a resposta. É preciso recordar, entretanto, que um Tratado foi firmado no dia 31 de Maio de 1776 entre o
Grande Oriente da França e os Diretores Escoceses, tratado este que foi modificado no dia 14 de Junho de 1811. O primeiro foi assinado por Bacon de la Chevalerie, pelo Conde de Strogonoff e pelo Marques de Choiselier du Mesnil, representando, respectivamente, os Diretórios de Bordeaux, Lyon e Estrasburgo.
            A revisão de 1811 foi realizada por Roettiers de Montaleau, Depassy, de Soly, Moreau de Saint-Serez, Geneure, d'Aigrefeuille, Luzard, Bacon de Chevalerie [3] e Ch. Hariel. O Tratado de 1776 previa a reunião dos Diretórios no Grande Oriente da França. Os Diretórios se comprometiam a comunicar ao Grande Oriente a lista de seus membros (art. 5). O Grande Oriente e os Diretórios encarregar-se-iam da administração e da disciplina sobre as lojas de seu Rito (art. 6). Estes estariam representados no Grande Oriente por um ou vários representantes (art. 7). O direito de visita (art. 10) e a dupla pertinência às Lojas do Rito Francês e às do Retificado estava garantido (art. 9). A
revisão de 1811 assegura a cada Diretório (com sedes em Lyon, Montpellier e Besansón) um representante no Grande Oriente e no Grande Diretório de Ritos (art. 3). Estas deviam formar uma seção que teria como objeto o Regime Retificado (art. 4). Definitivamente, o R.E.R. se convertia em parte integrante do Grande Oriente e concorria também a "formar no Grande Oriente a reunião geral dos Ritos" (L. Charrière 1938, págs. 95-96 e 97). Assim, pois, e por direito, o Grande Oriente da França e a linhagem a qual pertencemos são os possuidores legítimos do R.E.R., nem mais nem menos que o Grande Priorado Independente da Helvetia.
            Isto posto, podemos partir para a elucidação de nossa linha de pensamento e atuação.
            A sigla R:.E:.R:., tanto identifica o Regime Escocês Retificado, como identifica o Rito. Em stricto senso, um “Regime” é governado pelos “Altos Graus”, e um “Rito” é baseado na igualdade entre os Mestres.
            Os Cavaleiros que no momento se apresentam são detentores da linhagem  que remontam a historia do Regime desde 1722 E.'.V.'. como o que segue :
            Primeiro citamos Charles Georges Marschallvon Bieberstein (Eques a Tabula Designatoria). Cavaleiro da Ordem Teutônica, Barão e marechal hereditário da Turíngia, o primeiro Grão-Mestre da Estrita Observância Templaria. Sucessor deste primeiro Mestre foi antes de Karl  Gotthelf  von  Hund (1722-1775) (EquesabEnse) Cavaleiro da Ordem Teutônica, Barão e livre senhor de Altengrottkow, Mestre da VII Província da Estrita Observância Templaria; em seguida, George Auguste de Weiler (1726-1775) (EquesSpica Aurea), Barão, alto dignatário da Estrita Observância Templaria, fundador em 1774 da II Província da Ordem, em Lyon, representante do Barão von Hund.

            Os acontecimentos, neste ano realmente especial e extraordinário para a Tradição Iniciática Ocidental, se sucedem tão vertiginosamente que Jean Baptiste Willermoz (EquesabEremo) (1730 - 1824), Grande Professo, Reau-Croix e membro do Soberano Tribunal da Ordem dos Elus Cohen, Juiz Soberano da dita Ordem e, simultaneamente, Chanceler da Estrita Observância Templária (II Província), refunda, em Lyon em 1778, transformando a Ordem dos Cavaleiros da Cruz Vermelha pertencente à Estrita Observância Templaria, na Ordem dos Cavaleiros da Cidade Santa.

            Com este novo nome a Santa Ordem de Cavalaria se propaga, embora com muita cautela, nos países mais importantes, do ponto de vista iniciático da grande Europa. De qualquer modo, na medida em que se respeita à Filiação que recebemos passa pelas mãos dos seguintes Rev. Irmãos Cavaleiros, Grandes Professos.

            A Willermoz sucede Diethelm Lavater (EquesabAesculape). Doutor em medicina, Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.

Sucessivamente temos:

            - Pierre Burckart (1742-1817), (Eques a Serpente Curvato), fazendeiro suíço, prefeito de Basel (Basileia), Cavaleiro Benfeitor da Cita Santa, Grande Professo.
            - Gaspard Otto imZeltweg (.... 1820), (Eques a Trifoglio), burguês de Zurique, Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
            - Felix Sarasin (.... 1828), (Eques a Tabernacula), burguês de Basel (Basileia),Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
            - Jean Jacques Escher (.... 1844), (Eques a Marte), Burguês de Zurique, Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
            - Henri d'Orelli (.... 1865), (EquesabAurelio), burguês de Zurique, Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
            - Henri Gysi (.... 1874), (Equesabactivitate), Burguês de Zurique, Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
            - Eugène Richard (.... 1899), (Eques a Justitia), Doutor em Direito, Conselheiro de Estado, Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
            - Joseph Leclerc (.... 1905), (Eques a Labore), Chanceler do Cantão de Genebra, Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo, Grão Prior de Honra da Suíça.
            - AiméBouvier (....-1909)(Eques a Voluntate), Diretor de Ensino Profissional em Genebra, Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
            - Charles Montchal (.... ....) (Eques a Monte Calvo), professor em Genebra, Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo, Grão Prior de Honra da Suíça em 1919.
            - Ernest Rochat (.... ....), (Eques a Studio), Doutor em Teologia, Professor na Universidade de Genebra, Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
            - Camille Savoir (1879 19..), (Eques a Fortitudine), Doutor em Medicina, Past Grão-Comandante do Grande Oriente de França,33º de honra do R.E.A.A., Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grão Prior de Gallier, Superior Incógnito, Grão-Mestre de Honra, da Ordem dos Elus Cohen (1943),Venerável de Honra da R:. L:. "Arca da Aliança”).
            - Geroges Lagrèze (1879 - 1947), (Eques a RosaeCaritatis), Administrador Geral do Teatro de Estrasburgo, Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo, Superior Incógnito, iniciado por Teder (30/06/1906), membro da Ordem Kabbalistica da Rosacruz (Carta assinada por Teder), Cavaleiro do Templo e Prefeito (Estrita Observância Templaria e Rito Priméval Suédois), 33º grau do Grande Oriente da França, 33º do R.E.A.A., Membro de honra da Grande Loja da Dinamarca, 33/95 do Antigo e Primitivo Rito de Memphis-Misraim (Carta assinada por JhonYarker, Grão Mestre da Ordem em 09/09/1909), Grão Mestre dos Elus Cohen (1943), Rose-Croix d'Orient (1879-1947).
            - Robert Ambelain (1907-1997) (Eques a Reconciliatione), conhecido como "Aurifer", Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo, Soberano Grão-Mestre, Grande Hierofante do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraïm para a França e países da jurisdição.
             - Andre Mauer (EquesServiensUrim), Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo, Rose-Croix d’Orient.
             - Joel Duez (EquesetLucidisScalis), Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo, Rose-Croix d’Orient.
            - Elton Pedutti (EquesSigniferTraditio), Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo, Rose-Croix d’Orient.
           
            Por sermos INDEPENDENTES, temos por norma manter o sistema baseado única e exclusivamente na tradição per si, reforçando nossa autonomia e nos norteando pelos antigo ditames maçônicos que poderíamos descrever como um sistema Sinarquico para os altos graus.
            Para os graus denominados de "Lojas Azuis", vale o sistema de Rito como a supra citada descrição do mesmo, sendo este modelo ja consagrado por todos os Orientes Nacionais e Internacionais, estes graus são reconhecidos como :
  • Lojas de São João (Lojas Azuis):
    • Aprendiz
    • Companheiro
    • Mestre
            A partir das Lojas Verdes, assume-se então o regime Sinarquico
  • Lojas de Santo André (Lojas Verdes):
    • Mestre Escocês de Santo André

            E este sistema é mantido durante o restante do intercurso de evolução do irmão englobando os graus :
  • Ordem interior:
    • Escudeiro noviço
    • Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa (CBCS)
  • Classe secreta (colégio Metropolitano):
    • Professo
    • Grande Professo
            O termo Sinarquia deriva diretamente do termo Synarchia, que significa magistratura coletiva, poder repartido ou poder compartilhado. Etimologicamente o radical Syn, conduz a idéia de conjunto ou junto com. Arkhê, designa o princípio das coisas ou a sua essência.
            A Sinarquia resulta da idéia da governança através de princípios e não através de ordens e regras que vêm de cima e se manifestam embaixo em forma de imposições, mas sim através de princípios que surgem de baixo em forma de proposições.
            E aí estão cunhadas as bases que nos levam a manutenção de nossa independência dos demais priorados existentes que seguem regras estritas e imutáveis, que tanto tem provocado brigas e cisões no seio maçônico. A sinarquia  não é análoga a anarquia. A sinarquia é uma espécie de sinergia orgânica. É o poder do povo para o povo e não de um indivíduo isoladamente ou órgãos de gestão diretas. Isso pode assustar, pois é algo que não conhecemos, ou pelo menos não lembramos como funciona.
            A sinarquia se estabelece quando o poder se torna compartilhado e se divide organicamente para gerenciar um sistema social como um todo. É um poder instituído de todos para todos, sem que haja a presença física de uma autoridade individual ou um grupo que represente um sistema centralizador, arbitrário e elitizado. O sistema sinarquico é descentralizado e baseado em princípios, e não em ordens. O princípio dos homens e não o princípio das coisas e das instituições. Exatamente como disse um dia Protágoras da Grécia — Sofista da Grécia Antiga (480 a. C):
            “O homem deve ser o princípio de todas as coisas”
            Se definirmos os indivíduos como as células padrões da sociedade, então o homem coletivo deverá compor a unidade orgânica de uma unidade social, a comunidade (a comum unidade), e a lei que regerá a célula individual regulará também a coletividade.
            Os princípios fundamentais da sinarquia estarão alicerçados por quatro  grandes pilares: o princípio da beleza, o princípio da bondade, o princípio da verdade e o princípio da gratidão. Formando assim uma coexistência harmoniosa que visará à perfeição social, sem que uns continuem dominando os outros.
            Porque nos propomos ao desenvolvimento desta grande mudança de paradigma num país sem consciência, injusto e repleto de desamor entre as pessoas? Justamente porque queremos desenvolver uma grande escola da dualidade sobre esta matéria. Para o hermetismo real, a base dos conhecimentos dos antigos templários, guerreiros de cristo da Europa, para se aprender tudo sobre algo, é preciso antes aprender tudo sobre o lado contrário desta mesma coisa. Portanto, estamos vivenciando a ignorância para nesta escola aprender tudo sobre o poder da consciência. Estamos vivenciando tudo sobre a injustiça para nesta escola aprendermos tudo sobre a justiça dos homens e a ética. Estamos vivenciando tudo sobre o desamor para nesta escola aprender tudo sobre o amor. Para mais tarde podermos demonstrar e esclarecer isso ao mundo. Além disso mostraremos tudo sobre os poderes espirituais da gratidão e real significo das palavras superação e redenção.
            Não olvidamos que por meio de nossos esforços poderemos criar um grupo de homens livre e de bons costumes com vontade  e conhecimentos o suficiente para iluminar corações e clarear mentes. Sim, cremos que poderemos influenciar o nascimento de grandes mentes políticas baseadas nos mais altos padrões crísticos de manifestação. Pessoas que não se importarão em compartilhar seus dons e talentos para o bem maior. O desespero pelo dinheiro e pela corrupção deverá ser substituído pela vontade em compartilhar e trazer a abundância para todos. A lei do compartilhamento que está se manifestando a passos largos ao redor do mundo, será construída primeiramente aqui, nesta escola, para depois ser repassada para o mundo mostrando a todos que dividir também significa somar.
            Todas essas transformações podem demorar para acontecer. Talvez nós, os adultos de hoje não tenhamos a oportunidade de presenciar tal feito, pelo menos nesta vida, mas nas próximas certamente teremos o privilégio de ver tudo manifestado.
            O mundo está passando por um momento de grande crise. Antes das crises econômicas e sociais, a humanidade está passando por uma enorme crise de consciência. Contudo, sempre após essas grandes crises, advêm períodos de grande evolução, aprendizado e prosperidade. É por isso que em momentos difíceis as pessoas precisam se preparar e aceitar as orientações.
            Melhores dias estão por vir e precisamos ser artífices destes novos tempos..
            A Sinarquia é a harmonia social de todas as forças sociais construtivas, tendo como meta e felicidade humana e sob a coordenação do supremo pontífice soberano Cristo, o faraó da Terra e seus reinos superiores. O rei da justiça e da gratidão, o sacerdote segundo as ordens de Melquisedeque.
            Para fechar este capítulo, lembramo-nos agora de uma citação de Leonardo Da Vinci:
“Tudo o que existe, antes de existir, já foi sonho um dia.”
Leonardo da Vinci (Itália: 1452 -1519)
            Em razão do estilhaçar da categoria social povo em um conjunto de indivíduos sem nexo forte; em razão da perda do poder de classe pela ausência, cada vez mais notória, da consciência e força de classe (que o "demos" = povo deteria), o que redunda em alienação contínua de poder (porque se não existe mais essa consciência, ela não pode, sem conveniência hipócrita, ser utilizada para comprovar a justeza do regime atual em que todos almejam e dizem falar e agir em prol do bem geral, enfim, do povo) a Sinarquia, como reunião e acordo dos poderes individuais, como libertação consciente desse poder em forma de ação positiva, estabelece-se como um sistema filosófico-político-económico não só viável como inovador em sua resposta coerente ao duplo desafio que as democracias de há muito impendem sobre o homem-cidadão: substituição de uma categoria política morta ("demos") por uma categoria social emergente (o indivíduo em suas múltiplas ligações); ultrapassagem de um poder de classe enraizado que já nada significa, simplesmente por não se basear numa categoria social que o justifique, ou seja, que o torne operativo, por um poder real que emana do próprio indivíduo, que tece sem preconceitos as combinações inter-individuais de poder possíveis a partir de uma elaboração sobre o seu presente e futuro sem restrições de índole forçada (falamos de todos aqueles agrupamentos que mais do que potenciar as faculdades individuais, as oprimem, ao ponto de cada um não agir senão em função daquilo que pode ser e não daquilo que na realidade tenta ser e que no fundo é em potência).
            Muito atual  é a conclusão de que a instituição eclesiástica que é a  Igreja perdeu-se quando, nos sécs. IV e V, se furtou à sua pura vocação espiritual. A disciplina e hierarquia evoluíram de uma forma política, antievangélica (os meios imperiais, que deveria reger espiritualmente, passaram a regê-la, pelo que integrou todo o seu aparato e lógica de dominação; a Igreja, cujo legado deveria preservar, submeteu, para poder dominar e controlar as almas dos fiéis, o espiritual ao temporal - em termos de essência - e o temporal ao espiritual - em termos operativos, anunciando uma caridade ativa e não a praticando, não tendo o temporal uma independência e liberdade reais tal como Cristo anunciou, antes está submetido a noções fantasistas, vínculos ritualísticos e doutrinais e fins intrusos que não os evangélicos ou então com uma capa evangélica não dominante).
  • O temporal esmoreceu e submeteu: a liberdade cristã, a doutrina, a direção episcopal, a vida do cristão (poder-se-á mesmo dizer e deduzir que a própria Igreja, desde o seu nascimento oficial com o édito de Milão de Constantino, não foi senão uma instituição em essência antievangélica, porquanto por muito que fosse animada pelo espírito evangélico dos primeiros cristãos, chamados propriamente "nazarenos", por muito que o espírito divino a imbuísse da fé verdadeira, continha o germe da sua destruição, o qual, enquanto permanecesse instituição hierárquica jamais poderia combatê-lo  o poder, visto que a autoridade perpassa todo e qualquer cristão, é mesmo o fundamento de sua total e inamissível liberdade.
  • O espiritual eivado de poder integrou e submeteu: a liberdade de iniciativa, a livre operatividade, a dinâmica cultural aberta e renovadora das sociedades.
            É bem verdade que o temporal já se encontra liberto das amarras de um poder institucional castrante, ou seja, independente da autoridade fundada na ética igualitária cristã, e desde o cisma do ocidente.
            Apenas o espiritual ainda se encontra sob o efeito pernicioso da hierarquia, cujo poder sobrevive desenraízado, em ruptura com a autoridade evangélica (cuja única norma, paradoxalmente proferida por um epíscopo nas suas horas mais lúcidas, é: "ama e faz o que quiseres", Santo Agostinho), e mesmo contra ela.
            A essência do Regime Escocês Retificado entronca com um dos eixos fundamentais do Cristianismo: o da imagem e semelhança. O homem é um ser degradado após a queda de seu estado original glorioso; a iniciação lhe permite avançar em sua reintegração a seu estado primitivo.

            Uma idéia de uma perfeita ortodoxia que recorre todo o Regime desde a “Primeira Divisa do Primeiro Grau”: “O homem é a imagem imortal de Deus; mas, quem poderá reconhecer a beleza dessa imagem se o mesmo a desfigura? De fato, na “Fórmula do Juramento” que o candidato ao se iniciar maçom nas lojas retificadas diz que se compromete a ser fiel “a Santa Religião Cristã”.

            A Maçonaria Retificada participa também da tradição cristã da Regra, comum nas comunidades monásticas e cavalheirescas, cujo fim é alcançar a abertura do Espírito mediante a fixação de costumes e princípios aplicáveis no marco da vida cotidiana.
            Os nove artigos da “Regra Maçônica ao Uso das Lojas Retificadas” são entregues ao novo maçom após sua iniciação para que sua leitura meditada lhe ajude a penetrar pelas vias que lhe são abertas.

            O quarto grau do Regime Escocês Retificado é o de Mestre Escocês de Santo André.

            Em origem, formava um todo com os três graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, dentro da Maçonaria Simbólica.

            Em 1958, com o fim de adequar a estrutura de quatro graus simbólicos ao estipulado pelas grandes obediências regulares, que só reconhecem os três primeiros, se resolveu separar este grau e conferi-lo na Câmara Verde.

            Se trata da mesma solução adotada em 1813 na Grã Bretanha, quando os antigos, que também trabalhavam quatro graus, se integraram com os modernos.

            Em seu caso, o quarto grau deu origem ao chamado Arco Real, que guarda certas similitudes com o de Mestre Escocês de Santo André. O grau de Mestre Escocês de Santo André atua como ponte entre o Simbolismo e a Ordem Interior.

            Este grau recorre à lenda escocesa, presente em muitos altos graus de diversos ritos, que após a destruição do Templo em 1307, Henry St. Clair, barão de Rosslyn e Grão Mestre da Maçonaria Operativa Escocesa, deu abrigo a um numeroso grupo de templários.

            Em 24 de junho de 1314, dia de São João, 432 destes cavaleiros apoiaram o rei Roberto I da Escócia na batalha de Bannockburn, em que as tropas de Eduardo II da Inglaterra foram derrotadas após 20 anos de anexação inglesa. Como recompensa, Roberto I reconheceu oficialmente a Ordem de Santo André do Cardo, patrono e emblema da Escócia, para refugio e transmissão do depósito templário.

            Em 1689, James II da Inglaterra e VI da Escócia foi acolhido na França após a entronização de Guilherme de Nassau. Segundo as antigas histórias, com ele chegarão os mestres maçons operativos relacionados com a Ordem de Santo André do Cardo.

            O Regime Escocês Retificado se completa com a “Ordem Interior” ligada à cavalaria medieval, ao homem que rejeita a corrupção do ambiente e submete sua vida a um ideal após ser armado cavaleiro.

            O maçom retificado aspira em converter-se em senhor e servente.
Senhor de sua montaria, que não é outra senão ele mesmo e os meios a seu alcance, e servente das virtudes que tem conhecido e estudado como maçom e agora jura praticar.

            Este Grande Priorado Independente e Soberano, seguindo a estrutura deixada por Willermoz, está estruturado em três classes diferentes, duas ostensivas e uma secreta.

1 - Classe Simbólica, constituída no Diretório Nacional Escocês das Lojas Reunidas & Retificadas do Priorado Soberano e Independente, sob o qual trabalham todas as Lojas simbólicas conferindo os três primeiros graus e o quarto grau.

            Esta classe se compõe dos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, são praticados nas chamadas Lojas de São João e um quarto grau de Mestre Escocês de Santo André praticado nas chamadas Lojas de Santo André.

            Estes quatro graus estão fundamentados na reconstrução interior do homem pelo conhecimento da fé e a prática assídua das virtudes cristãs.

            O Mestre Escocês de Santo André mostrando haver alcançado o grau de realização espiritual que prova efetivamente, ter terminado sua iniciação simbólica maçônica e realizado a compreensão tendo alcançado o objetivo, pode ter aceso a Ordem Interior.

2  - A Ordem Interior se compõe de duas etapas:
A -  Escudeiro Noviço. Esta qualidade se concede por cerimônia de investidura.É preparatória e transitória.
B - Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa: Se confere mediante cerimônia de armamento, não é um grau e sim uma qualidade que se confere na cerimônia de armamento. Esta cerimônia se celebra somente na presença de um Grande Professo, Rose-Croix d’Orient ou  Grão Prior/Grão Mestre Nacional, pois somente eles podem armar cavaleiros no País.

            O Cavaleiro tem o dever de trabalhar ativamente na Ordem e no mundo para por em prática os ensinamentos morais, religiosas e doutrinais recebidas nas Lojas de São João e Santo André. Lojas que não podem ser abandonadas e onde deve agora mais que nunca, dedicar-se ao serviço de seus irmãos.

3 - Classe Secreta: Professos e Grandes Professos: Reunidos de forma secreta, embora comprometidos de forma total com a Ordem, não exercem como componentes dessa "classe secreta", função de responsabilidade ou direção administrativa alguma, sendo estas últimas de competência unicamente da Ordem Interior, os Professos e Grandes Professos se dedicam, através do estudo e da meditação, a se aprofundar na doutrina exposta nas "instruções secretas", estando encarregados de vivificar a Ordem, tanto por seus conhecimentos como por seu exemplo de vida. Esta classe não existe mais nos priorados ligados as potencias maçônicas, somente dentro das linhagens iniciáticas de transmissão como sempre foi feito em sua origem.


            Desta forma a Santa Ordem de Cavalaria se propaga, embora com muita cautela e lentamente. De qualquer modo, na medida em que se respeita à Filiação que recebemos passamos a assimilar suas normativas e incluir seus conhecimentos em nossas vidas ordinárias , aqui com a advento da ordenação dos Irmãos Filipe Correia Rolas (EquesQuodestVoluntatis), Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa e Luis Claudio Vieira (EquesEtLuxInTenebris), Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, começa uma nova cruzada de desenvolvimento da susodita linhagem em nosso país.

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