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Priorado Sol no Sul |
Regime Escoces
Retificado
A quem interessar possa :
A "Independência" deste PRIORADO, não fora retirada de alhures a
fim de nos conceder uma validade doutrinaria ilusória, a mesma se baseia em
fatos históricos pouco conhecidos pela grande maioria como abaixo descrevemos.
Existem três linhagens que podem
requerer a herança de Willermoz. O primeiro se considera sendo o herdeiro
zeloso das Convenções de Lyon e de Wilhelmsbad. Os quatro graus
"simbólicos" são conferidos nas lojas escocesas filiadas a uma Grande
Loja Escocesa Retificada para a Bélgica. Esta é certamente administrada pelos
delegados das lojas, sobretudo por três Irmãos revestidos do grau "mais
elevado no regime". Aos representantes da segunda classe se atribui o
poder de decisão final (Art. 3 e 4 das Constituições e Regulamentos da Grande
Loja Escocesa Retificada para a Bélgica adotados em 14 de Julho de 1985). A
segunda classe é regida pelo Grande Priorado da Lotaríngia, saído da Província
de Brabantia, constituída em Bruxelas em 1968 pelo Grande Priorado da França.
Esta estrutura reproduz o
"Regime" previsto pelos dois códigos já citados. "Em toda a
Ordem Retificada a autoridade pertence ao escalão imediatamente superior, e é
assim desde as lojas de Aprendiz e Companheiro até o mais alto nível da Ordem
Interior" (René Bol, 1982). Um antigo grão Prior podia proferir as
seguintes palavras sem nenhum temor de equivocar-se:
- "há, pois, estruturas e regras que são
próprias do R.E.R., que fazem dele do princípio ao fim, e de acima a abaixo, um
conjunto integrado, homogêneo e coerente" (J.L.S., 1982-1983).
Sem desejar confrontar estes excelentes Irmãos em relação ao significado que dão não às estruturas formais, mas ao conteúdo doutrinal do Sistema , reconhecemos que eles têm razão ao afirmar a coerência do Regime, porém seu respeito literal pelas prescrições administrativas do século XVIII não faz mais que colocá-los em um beco sem saída. Qual o propósito, pois, de pretender ser "o representante e o arauto qualificado da mais pura Regularidade Escocesa" (declaração de princípios da Grande Loja Escocesa Retificada para a Bélgica), já que esta afirmação poderia excluir seus autores da Regularidade Maçônica tal como é conhecida em nosso pais na atualidade?
E por qual acaso motivo haveria
Willermoz de aceitar que se lhe fechassem as portas da Maçonaria universal?
Ao contrário da primeira, a segunda
família de Maçons Retificados deseja unir a integralidade da mensagem de
Willermoz com as exigências da Regularidade, a única via de acordo com a
universalidade da Maçonaria. Ela deixa a direção das Lojas à Grande Loja
Regular da Bélgica, Obediência protetora de todos os Ritos, de modo que estes
sejam praticados em sua mais pura autenticidade. O grau de "Mestre Escocês
de Santo André" é conferido nas Lojas ditas de Santo André (o que
Willermoz, diga-se de passagem não havia
previsto), que são regidas por um Diretório Escocês que nada mais é, sob o ponto
de vista simbólico, que o Grande Capítulo da Ordem dos Cavaleiros Benfeitores
Cidade Santa (CBCS) reagrupados no Grande Priorado da Bélgica, obediência
soberana, independente da Grande Loja Regular da Bélgica, sendo, porém,
reconhecido por ela. Esta adaptação harmoniosa permitiu a abertura, tanto aos
Grandes Priorados anglo-saxões dos "Cavaleiros Templários" como aos
Altos Graus do Rito Sueco praticado pelas Grandes Lojas Escandinavas. Pode ser
que se trate de uma inovação.
Podemos constatar, porém, que tem o
mérito de manter a vocação cristã, aberta, tolerante e não confessional da
Ordem, vocação esta que, quando menos, permanece oculta para os
auto-intitulados "tradicionalistas", já anteriormente citados.
Não obstante, se estas duas
"famílias" são antinômicas na pratica, compartilham uma origem comum.
O Grande Priorado da Lotaríngia é uma emanação do Grande Priorado da França,
criado em 1962 a partir de uma cisão do Grande Priorado da Gália. Este último,
fundado em 1935 graças a uma patente concedida pelo Grande Priorado
Independente da Helvetia, foi base para a fundação, em 1986, do Grande Priorado
da Bélgica, sendo este também um beneficiário de uma patente concedida pelo
G.P.I.H..
O G.P.I.H., gerador comum dos Grandes Priorados existentes, foi fundado em 1779 pelo Capítulo de Borgonha, Vª Província da Ordem. Sua regularidade original é incontestável, assim como seus rituais não são exatamente os de Willermoz. Por outro lado, ao menos sob o ponto de vista administrativo, renunciou ao controle dos Graus Azuis desde 1844, tendo-os legado à supervisão da Grande Loja Nacional Alpina, e conservou somente os graus de Mestre Escocês de Santo André, de Escudeiro Noviço e de Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, disposição esta que prefigura as exigências atuais.
O G.P.I.H., gerador comum dos Grandes Priorados existentes, foi fundado em 1779 pelo Capítulo de Borgonha, Vª Província da Ordem. Sua regularidade original é incontestável, assim como seus rituais não são exatamente os de Willermoz. Por outro lado, ao menos sob o ponto de vista administrativo, renunciou ao controle dos Graus Azuis desde 1844, tendo-os legado à supervisão da Grande Loja Nacional Alpina, e conservou somente os graus de Mestre Escocês de Santo André, de Escudeiro Noviço e de Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, disposição esta que prefigura as exigências atuais.
Reconheçamos que esta filiação, por mais
regular que seja não é a única. O Rito Escocês Retificado é também praticado na
França por Lojas do Grande Oriente que nada devem à Helvetia.
Tal fato, pouco conhecido, merece uma atenção
toda especial. Inúmeros autores têm repetido que o capítulo provincial de
Besansón, herdeiro da província de Borgonha, encerra seus trabalhos em 1828 e
"confere ao Grande Priorado da Helvetia todos os seus poderes, entregando-lhe
ao mesmo tempo todos os seus arquivos" (Montchal, citado por L. Charrière,
1938; pág. 14). Em 1928 o Irmão Savoire, Grão Comendador do Grande Colégio dos
Ritos do Grande Oriente da França, antes de se tornar o primeiro Grão Prior do
Grande Priorado da Gália, afirmava:
- "De fato, o Regime Escocês
Retificado encerrou suas atividades na França em 1830 (?)"
Não antes porem da emissão de cartas
patentes paralelas, uma delas indo para as mãos de Ernest Rochat , quando a
última Província cedeu seus direitos ao Grande Priorado da Helvetia". Mantendo
acesa a Tradição que a nós agora chega, por comprovação documentacional da
linhagem e tradição.
Por outro lado, no ano de 1840, em
Besansón, uma reunião do Comitê de Administração Provincial, formado pelo
Capítulo de Borgonha, decidiu-se "que se retomariam os trabalhos da Loja
"Sinceridade e Perfeita União" como símbolo de reativação do Regime
Retificado sob o Diretório que governava a segunda Província" (Charrier,
1938; pág. 59). No mesmo ano, tal Comitê reuniu 5 Cavaleiros Benfeitores da
Cidade Santa e instalou um Grande Capítulo, elegendo como seu chefe o Irmão
Ledoux, Grão-Mestre da Ordem (Ibid.). Os arquivos do antigo Diretório de
Borgonha seriam pouco depois
confiados à Loja de Besansón "La Constante Amitié", inscrita na matrícula do Grande Oriente da França, onde tem estado até a presente data.
confiados à Loja de Besansón "La Constante Amitié", inscrita na matrícula do Grande Oriente da França, onde tem estado até a presente data.
Em todo caso, o Grande Priorado
Independente da Helvetia em nada interveio na operação e, em 1852, o Irmão
Galiffe, membro da Loja retificada de Genebra "L'Union dês Coeurs",
podia escrever que "os trabalhos (da Ordem Retificada) jamais foram
encerrados na liderança do Departamento da Província de Borgonha
(Besansón)" ("La Chaîne d'Union", 1852, pág. 457).
Melhor dizendo, o que faz o R.E.R.
no seio do Grande Oriente da França? Alguns se surpreenderão com a resposta. É
preciso recordar, entretanto, que um Tratado foi firmado no dia 31 de Maio de
1776 entre o
Grande Oriente da França e os Diretores Escoceses, tratado este que foi modificado no dia 14 de Junho de 1811. O primeiro foi assinado por Bacon de la Chevalerie, pelo Conde de Strogonoff e pelo Marques de Choiselier du Mesnil, representando, respectivamente, os Diretórios de Bordeaux, Lyon e Estrasburgo.
Grande Oriente da França e os Diretores Escoceses, tratado este que foi modificado no dia 14 de Junho de 1811. O primeiro foi assinado por Bacon de la Chevalerie, pelo Conde de Strogonoff e pelo Marques de Choiselier du Mesnil, representando, respectivamente, os Diretórios de Bordeaux, Lyon e Estrasburgo.
A revisão de 1811 foi realizada por
Roettiers de Montaleau, Depassy, de Soly, Moreau de Saint-Serez, Geneure,
d'Aigrefeuille, Luzard, Bacon de Chevalerie [3] e Ch. Hariel. O Tratado de 1776
previa a reunião dos Diretórios no Grande Oriente da França. Os Diretórios se
comprometiam a comunicar ao Grande Oriente a lista de seus membros (art. 5). O
Grande Oriente e os Diretórios encarregar-se-iam da administração e da
disciplina sobre as lojas de seu Rito (art. 6). Estes estariam representados no
Grande Oriente por um ou vários representantes (art. 7). O direito de visita
(art. 10) e a dupla pertinência às Lojas do Rito Francês e às do Retificado
estava garantido (art. 9). A
revisão de 1811 assegura a cada Diretório (com sedes em Lyon, Montpellier e Besansón) um representante no Grande Oriente e no Grande Diretório de Ritos (art. 3). Estas deviam formar uma seção que teria como objeto o Regime Retificado (art. 4). Definitivamente, o R.E.R. se convertia em parte integrante do Grande Oriente e concorria também a "formar no Grande Oriente a reunião geral dos Ritos" (L. Charrière 1938, págs. 95-96 e 97). Assim, pois, e por direito, o Grande Oriente da França e a linhagem a qual pertencemos são os possuidores legítimos do R.E.R., nem mais nem menos que o Grande Priorado Independente da Helvetia.
revisão de 1811 assegura a cada Diretório (com sedes em Lyon, Montpellier e Besansón) um representante no Grande Oriente e no Grande Diretório de Ritos (art. 3). Estas deviam formar uma seção que teria como objeto o Regime Retificado (art. 4). Definitivamente, o R.E.R. se convertia em parte integrante do Grande Oriente e concorria também a "formar no Grande Oriente a reunião geral dos Ritos" (L. Charrière 1938, págs. 95-96 e 97). Assim, pois, e por direito, o Grande Oriente da França e a linhagem a qual pertencemos são os possuidores legítimos do R.E.R., nem mais nem menos que o Grande Priorado Independente da Helvetia.
Isto posto, podemos partir para a elucidação de nossa
linha de pensamento e atuação.
A sigla R:.E:.R:., tanto identifica o Regime Escocês Retificado,
como identifica o Rito. Em stricto
senso, um “Regime” é governado pelos “Altos Graus”, e um “Rito” é
baseado na igualdade entre os Mestres.
Os
Cavaleiros que no momento se apresentam são detentores da linhagem que remontam a historia do Regime desde 1722
E.'.V.'. como o que segue :
Primeiro
citamos Charles Georges Marschallvon Bieberstein (Eques a Tabula Designatoria).
Cavaleiro da Ordem Teutônica, Barão e marechal hereditário da Turíngia, o
primeiro Grão-Mestre da Estrita Observância Templaria. Sucessor deste primeiro
Mestre foi antes de Karl Gotthelf von Hund (1722-1775)
(EquesabEnse) Cavaleiro da Ordem Teutônica, Barão e livre senhor de
Altengrottkow, Mestre da VII Província da Estrita Observância Templaria; em
seguida, George Auguste de Weiler (1726-1775) (EquesSpica Aurea), Barão, alto
dignatário da Estrita Observância Templaria, fundador em 1774 da II Província
da Ordem, em Lyon, representante do Barão von Hund.
Os
acontecimentos, neste ano realmente especial e extraordinário para a Tradição
Iniciática Ocidental, se sucedem tão vertiginosamente que Jean Baptiste
Willermoz (EquesabEremo) (1730 - 1824), Grande Professo, Reau-Croix e membro do
Soberano Tribunal da Ordem dos Elus Cohen, Juiz Soberano da dita Ordem e,
simultaneamente, Chanceler da Estrita Observância Templária (II Província),
refunda, em Lyon em 1778, transformando a Ordem dos Cavaleiros da Cruz Vermelha
pertencente à Estrita Observância Templaria, na Ordem dos Cavaleiros da Cidade
Santa.
Com este novo
nome a Santa Ordem de Cavalaria se propaga, embora com muita cautela, nos
países mais importantes, do ponto de vista iniciático da grande Europa. De
qualquer modo, na medida em que se respeita à Filiação que recebemos passa
pelas mãos dos seguintes Rev. Irmãos Cavaleiros, Grandes Professos.
A Willermoz
sucede Diethelm Lavater (EquesabAesculape). Doutor em medicina, Cavaleiro
Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
Sucessivamente temos:
- Pierre
Burckart (1742-1817), (Eques a Serpente Curvato), fazendeiro suíço,
prefeito de Basel (Basileia), Cavaleiro Benfeitor da Cita Santa, Grande
Professo.
- Gaspard
Otto imZeltweg (.... 1820), (Eques a Trifoglio), burguês de Zurique,
Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
- Felix
Sarasin (.... 1828), (Eques a Tabernacula), burguês de Basel
(Basileia),Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
- Jean
Jacques Escher (.... 1844), (Eques a Marte), Burguês de Zurique,
Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
- Henri
d'Orelli (.... 1865), (EquesabAurelio), burguês de Zurique, Cavaleiro
Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
- Henri
Gysi (.... 1874), (Equesabactivitate), Burguês de Zurique, Cavaleiro
Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
- Eugène
Richard (.... 1899), (Eques a Justitia), Doutor em Direito, Conselheiro
de Estado, Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
- Joseph
Leclerc (.... 1905), (Eques a Labore), Chanceler do Cantão de Genebra,
Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo, Grão Prior de Honra da
Suíça.
- AiméBouvier
(....-1909)(Eques a Voluntate), Diretor de Ensino Profissional em Genebra,
Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
- Charles
Montchal (.... ....) (Eques a Monte Calvo), professor em Genebra,
Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo, Grão Prior de Honra da
Suíça em 1919.
- Ernest
Rochat (.... ....), (Eques a Studio), Doutor em Teologia, Professor na
Universidade de Genebra, Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo.
- Camille
Savoir (1879 19..), (Eques a Fortitudine), Doutor em Medicina, Past
Grão-Comandante do Grande Oriente de França,33º de honra do R.E.A.A., Cavaleiro
Benfeitor da Cidade Santa, Grão Prior de Gallier, Superior Incógnito,
Grão-Mestre de Honra, da Ordem dos Elus Cohen (1943),Venerável de Honra da R:.
L:. "Arca da Aliança”).
- Geroges
Lagrèze (1879 - 1947), (Eques a RosaeCaritatis), Administrador Geral do
Teatro de Estrasburgo, Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo,
Superior Incógnito, iniciado por Teder (30/06/1906), membro da Ordem
Kabbalistica da Rosacruz (Carta assinada por Teder), Cavaleiro do Templo e Prefeito
(Estrita Observância Templaria e Rito Priméval Suédois), 33º grau do Grande
Oriente da França, 33º do R.E.A.A., Membro de honra da Grande Loja da
Dinamarca, 33/95 do Antigo e Primitivo Rito de Memphis-Misraim (Carta assinada
por JhonYarker, Grão Mestre da Ordem em 09/09/1909), Grão Mestre dos Elus Cohen
(1943), Rose-Croix d'Orient (1879-1947).
- Robert
Ambelain (1907-1997) (Eques a Reconciliatione), conhecido como
"Aurifer", Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo,
Soberano Grão-Mestre, Grande Hierofante do Rito Antigo e Primitivo de
Memphis-Misraïm para a França e países da jurisdição.
- Andre Mauer (EquesServiensUrim),
Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo, Rose-Croix d’Orient.
- Joel Duez (EquesetLucidisScalis),
Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, Grande Professo, Rose-Croix d’Orient.
- Elton
Pedutti (EquesSigniferTraditio), Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa,
Grande Professo, Rose-Croix d’Orient.
Por
sermos INDEPENDENTES, temos por norma
manter o sistema baseado única e exclusivamente na tradição per si, reforçando
nossa autonomia e nos norteando pelos antigo ditames maçônicos que poderíamos
descrever como um sistema Sinarquico para os altos graus.
Para
os graus denominados de "Lojas Azuis", vale o sistema de Rito como a
supra citada descrição do mesmo, sendo este modelo ja consagrado por todos os
Orientes Nacionais e Internacionais, estes graus são reconhecidos como :
- Lojas de São João (Lojas Azuis):
- Aprendiz
- Companheiro
- Mestre
A
partir das Lojas Verdes, assume-se então o regime Sinarquico
- Lojas de Santo André (Lojas Verdes):
- Mestre Escocês de Santo André
E
este sistema é mantido durante o restante do intercurso de evolução do irmão
englobando os graus :
- Ordem interior:
- Escudeiro noviço
- Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa (CBCS)
- Classe secreta (colégio Metropolitano):
- Professo
- Grande Professo
O
termo Sinarquia deriva diretamente do termo Synarchia, que significa
magistratura coletiva, poder repartido ou poder compartilhado. Etimologicamente
o radical Syn, conduz a idéia de conjunto ou junto com. Arkhê,
designa o princípio das coisas ou a sua essência.
A
Sinarquia resulta da idéia da governança através de princípios e não através de
ordens e regras que vêm de cima e se manifestam embaixo em forma de imposições,
mas sim através de princípios que surgem de baixo em forma de proposições.
E
aí estão cunhadas as bases que nos levam a manutenção de nossa independência
dos demais priorados existentes que seguem regras estritas e imutáveis, que
tanto tem provocado brigas e cisões no seio maçônico. A sinarquia não é análoga a anarquia. A sinarquia é uma
espécie de sinergia orgânica. É o poder do povo para o povo e não de um
indivíduo isoladamente ou órgãos de gestão diretas. Isso pode assustar, pois é
algo que não conhecemos, ou pelo menos não lembramos como funciona.
A
sinarquia se estabelece quando o poder se torna compartilhado e se divide
organicamente para gerenciar um sistema social como um todo. É um poder
instituído de todos para todos, sem que haja a presença física de uma
autoridade individual ou um grupo que represente um sistema centralizador,
arbitrário e elitizado. O sistema sinarquico é descentralizado e baseado em
princípios, e não em ordens. O princípio dos homens e não o princípio das
coisas e das instituições. Exatamente como disse um dia Protágoras da Grécia — Sofista
da Grécia Antiga (480 a. C):
“O
homem deve ser o princípio de todas as coisas”
Se
definirmos os indivíduos como as células padrões da sociedade, então o homem
coletivo deverá compor a unidade orgânica de uma unidade social, a comunidade
(a comum unidade), e a lei que regerá a célula individual regulará também a
coletividade.
Os
princípios fundamentais da sinarquia estarão alicerçados por quatro grandes pilares: o princípio da beleza, o princípio
da bondade, o princípio da verdade e o princípio da gratidão. Formando assim
uma coexistência harmoniosa que visará à perfeição social, sem que uns
continuem dominando os outros.
Porque
nos propomos ao desenvolvimento desta grande mudança de paradigma num país sem
consciência, injusto e repleto de desamor entre as pessoas? Justamente porque queremos
desenvolver uma grande escola da dualidade sobre esta matéria. Para o
hermetismo real, a base dos conhecimentos dos antigos templários, guerreiros de
cristo da Europa, para se aprender tudo sobre algo, é preciso antes aprender
tudo sobre o lado contrário desta mesma coisa. Portanto, estamos vivenciando a
ignorância para nesta escola aprender tudo sobre o poder da consciência.
Estamos vivenciando tudo sobre a injustiça para nesta escola aprendermos tudo
sobre a justiça dos homens e a ética. Estamos vivenciando tudo sobre o desamor
para nesta escola aprender tudo sobre o amor. Para mais tarde podermos demonstrar
e esclarecer isso ao mundo. Além disso mostraremos tudo sobre os poderes
espirituais da gratidão e real significo das palavras superação e redenção.
Não
olvidamos que por meio de nossos esforços poderemos criar um grupo de homens livre
e de bons costumes com vontade e
conhecimentos o suficiente para iluminar corações e clarear mentes. Sim, cremos
que poderemos influenciar o nascimento de grandes mentes políticas baseadas nos
mais altos padrões crísticos de manifestação. Pessoas que não se importarão em
compartilhar seus dons e talentos para o bem maior. O desespero pelo dinheiro e
pela corrupção deverá ser substituído pela vontade em compartilhar e trazer a
abundância para todos. A lei do compartilhamento que está se manifestando a
passos largos ao redor do mundo, será construída primeiramente aqui, nesta
escola, para depois ser repassada para o mundo mostrando a todos que dividir
também significa somar.
Todas
essas transformações podem demorar para acontecer. Talvez nós, os adultos de
hoje não tenhamos a oportunidade de presenciar tal feito, pelo menos nesta
vida, mas nas próximas certamente teremos o privilégio de ver tudo manifestado.
O
mundo está passando por um momento de grande crise. Antes das crises econômicas
e sociais, a humanidade está passando por uma enorme crise de consciência.
Contudo, sempre após essas grandes crises, advêm períodos de grande evolução,
aprendizado e prosperidade. É por isso que em momentos difíceis as pessoas
precisam se preparar e aceitar as orientações.
Melhores
dias estão por vir e precisamos ser artífices destes novos tempos..
A Sinarquia é a harmonia social de todas
as forças sociais construtivas, tendo como meta e felicidade humana e sob a
coordenação do supremo pontífice soberano Cristo, o faraó da Terra e seus
reinos superiores. O rei da justiça e da gratidão, o sacerdote segundo as
ordens de Melquisedeque.
Para
fechar este capítulo, lembramo-nos agora de uma citação de Leonardo Da Vinci:
“Tudo o que existe, antes de
existir, já foi sonho um dia.”
Leonardo da Vinci (Itália: 1452 -1519)
Em razão do estilhaçar da categoria
social povo em um conjunto de indivíduos sem nexo forte; em razão da perda do
poder de classe pela ausência, cada vez mais notória, da consciência e força de
classe (que o "demos" = povo deteria), o que redunda em alienação
contínua de poder (porque se não existe mais essa consciência, ela não pode,
sem conveniência hipócrita, ser utilizada para comprovar a justeza do regime atual
em que todos almejam e dizem falar e agir em prol do bem geral, enfim, do povo)
a Sinarquia, como reunião e acordo dos poderes individuais, como libertação
consciente desse poder em forma de ação positiva, estabelece-se como um sistema
filosófico-político-económico não só viável como inovador em sua resposta
coerente ao duplo desafio que as democracias de há muito impendem sobre o
homem-cidadão: substituição de uma categoria política morta ("demos")
por uma categoria social emergente (o indivíduo em suas múltiplas ligações);
ultrapassagem de um poder de classe enraizado que já nada significa,
simplesmente por não se basear numa categoria social que o justifique, ou seja,
que o torne operativo, por um poder real que emana do próprio indivíduo, que
tece sem preconceitos as combinações inter-individuais de poder possíveis a
partir de uma elaboração sobre o seu presente e futuro sem restrições de índole
forçada (falamos de todos aqueles agrupamentos que mais do que potenciar as
faculdades individuais, as oprimem, ao ponto de cada um não agir senão em
função daquilo que pode ser e não daquilo que na realidade tenta ser e que no
fundo é em potência).
Muito
atual é a conclusão de que a instituição
eclesiástica que é a Igreja perdeu-se
quando, nos sécs. IV e V, se furtou à sua pura vocação espiritual. A disciplina
e hierarquia evoluíram de uma forma política, antievangélica (os meios
imperiais, que deveria reger espiritualmente, passaram a regê-la, pelo que
integrou todo o seu aparato e lógica de dominação; a Igreja, cujo legado
deveria preservar, submeteu, para poder dominar e controlar as almas dos fiéis,
o espiritual ao temporal - em termos de essência - e o temporal ao espiritual -
em termos operativos, anunciando uma caridade ativa e não a praticando, não
tendo o temporal uma independência e liberdade reais tal como Cristo anunciou,
antes está submetido a noções fantasistas, vínculos ritualísticos e doutrinais
e fins intrusos que não os evangélicos ou então com uma capa evangélica não
dominante).
- O temporal esmoreceu e submeteu: a liberdade cristã, a doutrina, a direção episcopal, a vida do cristão (poder-se-á mesmo dizer e deduzir que a própria Igreja, desde o seu nascimento oficial com o édito de Milão de Constantino, não foi senão uma instituição em essência antievangélica, porquanto por muito que fosse animada pelo espírito evangélico dos primeiros cristãos, chamados propriamente "nazarenos", por muito que o espírito divino a imbuísse da fé verdadeira, continha o germe da sua destruição, o qual, enquanto permanecesse instituição hierárquica jamais poderia combatê-lo o poder, visto que a autoridade perpassa todo e qualquer cristão, é mesmo o fundamento de sua total e inamissível liberdade.
- O espiritual eivado de poder integrou e submeteu: a liberdade de iniciativa, a livre operatividade, a dinâmica cultural aberta e renovadora das sociedades.
É bem verdade que o temporal já se
encontra liberto das amarras de um poder institucional castrante, ou seja,
independente da autoridade fundada na ética igualitária cristã, e desde o cisma
do ocidente.
Apenas o espiritual ainda se
encontra sob o efeito pernicioso da hierarquia, cujo poder sobrevive
desenraízado, em ruptura com a autoridade evangélica (cuja única norma,
paradoxalmente proferida por um epíscopo nas suas horas mais lúcidas, é:
"ama e faz o que quiseres", Santo Agostinho), e mesmo contra ela.
A
essência do Regime Escocês Retificado entronca com um dos eixos fundamentais do
Cristianismo: o da imagem e semelhança. O homem é um ser degradado após a queda
de seu estado original glorioso; a iniciação lhe permite avançar em sua
reintegração a seu estado primitivo.
Uma idéia de uma perfeita ortodoxia que recorre todo o Regime desde a “Primeira Divisa do Primeiro Grau”: “O homem é a imagem imortal de Deus; mas, quem poderá reconhecer a beleza dessa imagem se o mesmo a desfigura? De fato, na “Fórmula do Juramento” que o candidato ao se iniciar maçom nas lojas retificadas diz que se compromete a ser fiel “a Santa Religião Cristã”.
A Maçonaria Retificada participa também da tradição cristã da Regra, comum nas comunidades monásticas e cavalheirescas, cujo fim é alcançar a abertura do Espírito mediante a fixação de costumes e princípios aplicáveis no marco da vida cotidiana.
Os
nove artigos da “Regra Maçônica ao Uso das Lojas Retificadas” são entregues ao
novo maçom após sua iniciação para que sua leitura meditada lhe ajude a
penetrar pelas vias que lhe são abertas.
O quarto grau do Regime Escocês Retificado é o de Mestre Escocês de Santo André.
Em origem, formava um todo com os três graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, dentro da Maçonaria Simbólica.
Em 1958, com o fim de adequar a estrutura de quatro graus simbólicos ao estipulado pelas grandes obediências regulares, que só reconhecem os três primeiros, se resolveu separar este grau e conferi-lo na Câmara Verde.
Se trata da mesma solução adotada em 1813 na Grã Bretanha, quando os antigos, que também trabalhavam quatro graus, se integraram com os modernos.
Em seu caso, o quarto grau deu origem ao chamado Arco Real, que guarda certas similitudes com o de Mestre Escocês de Santo André. O grau de Mestre Escocês de Santo André atua como ponte entre o Simbolismo e a Ordem Interior.
Este grau recorre à lenda escocesa, presente em muitos altos graus de diversos ritos, que após a destruição do Templo em 1307, Henry St. Clair, barão de Rosslyn e Grão Mestre da Maçonaria Operativa Escocesa, deu abrigo a um numeroso grupo de templários.
Em 24 de junho de 1314, dia de São João, 432 destes cavaleiros apoiaram o rei Roberto I da Escócia na batalha de Bannockburn, em que as tropas de Eduardo II da Inglaterra foram derrotadas após 20 anos de anexação inglesa. Como recompensa, Roberto I reconheceu oficialmente a Ordem de Santo André do Cardo, patrono e emblema da Escócia, para refugio e transmissão do depósito templário.
Em 1689, James II da Inglaterra e VI da Escócia foi acolhido na França após a entronização de Guilherme de Nassau. Segundo as antigas histórias, com ele chegarão os mestres maçons operativos relacionados com a Ordem de Santo André do Cardo.
O Regime Escocês Retificado se completa com a “Ordem Interior” ligada à cavalaria medieval, ao homem que rejeita a corrupção do ambiente e submete sua vida a um ideal após ser armado cavaleiro.
O maçom retificado aspira em converter-se em senhor e servente.
Senhor de sua montaria, que não é outra senão ele mesmo e os meios a seu alcance, e servente das virtudes que tem conhecido e estudado como maçom e agora jura praticar.
Este
Grande Priorado Independente e Soberano, seguindo a estrutura deixada por
Willermoz, está estruturado em três classes diferentes, duas ostensivas e uma
secreta.
1
- Classe Simbólica, constituída no Diretório Nacional Escocês das Lojas
Reunidas & Retificadas do Priorado Soberano e Independente, sob o qual
trabalham todas as Lojas simbólicas conferindo os três primeiros graus e o
quarto grau.
Esta
classe se compõe dos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, são praticados
nas chamadas Lojas de São João e um quarto grau de Mestre Escocês de Santo
André praticado nas chamadas Lojas de Santo André.
Estes
quatro graus estão fundamentados na reconstrução interior do homem pelo
conhecimento da fé e a prática assídua das virtudes cristãs.
O
Mestre Escocês de Santo André mostrando haver alcançado o grau de realização
espiritual que prova efetivamente, ter terminado sua iniciação simbólica
maçônica e realizado a compreensão tendo alcançado o objetivo, pode ter aceso a
Ordem Interior.
2 - A
Ordem Interior se compõe de duas etapas:
A
- Escudeiro Noviço. Esta qualidade se concede por cerimônia de
investidura.É preparatória e transitória.
B
- Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa: Se confere mediante cerimônia de
armamento, não é um grau e sim uma qualidade que se confere na cerimônia de
armamento. Esta cerimônia se celebra somente na presença de um Grande Professo,
Rose-Croix d’Orient ou Grão Prior/Grão
Mestre Nacional, pois somente eles podem armar cavaleiros no País.
O
Cavaleiro tem o dever de trabalhar ativamente na Ordem e no mundo para por em
prática os ensinamentos morais, religiosas e doutrinais recebidas nas Lojas de
São João e Santo André. Lojas que não podem ser abandonadas e onde deve agora
mais que nunca, dedicar-se ao serviço de seus irmãos.
3
- Classe Secreta: Professos e Grandes Professos: Reunidos de forma secreta,
embora comprometidos de forma total com a Ordem, não exercem como componentes
dessa "classe secreta", função de responsabilidade ou direção
administrativa alguma, sendo estas últimas de competência unicamente da Ordem
Interior, os Professos e Grandes Professos se dedicam, através do estudo e da
meditação, a se aprofundar na doutrina exposta nas "instruções
secretas", estando encarregados de vivificar a Ordem, tanto por seus
conhecimentos como por seu exemplo de vida. Esta classe não existe mais nos
priorados ligados as potencias maçônicas, somente dentro das linhagens
iniciáticas de transmissão como sempre foi feito em sua origem.
Desta
forma a Santa Ordem de Cavalaria se propaga, embora com muita cautela e lentamente.
De qualquer modo, na medida em que se respeita à Filiação que recebemos passamos
a assimilar suas normativas e incluir seus conhecimentos em nossas vidas ordinárias
, aqui com a advento da ordenação dos Irmãos Filipe Correia Rolas (EquesQuodestVoluntatis), Cavaleiro
Benfeitor da Cidade Santa e Luis Claudio Vieira (EquesEtLuxInTenebris),
Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, começa uma nova cruzada de desenvolvimento
da susodita linhagem em nosso país.

